Lulismo: Governo dos banqueiros travestido de soberanismo

A roupagem social do lulismo sempre ocultou sua essência: um neoliberalismo de face amena, às vezes com uma fachada de “soberanismo”, às vezes de “anti-imperialimo”, mas sempre mais do mesmo: um entreguismo antinacional de rosto suavizado.

O lulismo é a forma mais refinada da degeneração nacional travestida de popular. Herdeiro infiel do trabalhismo e do nacional-desenvolvimentismo, ele reencenou a velha farsa liberal com tintas sociais, substituindo o projeto de soberania por um espetáculo de distribuição de migalhas. O que outrora foi chamado de política industrial, o lulismo transformou em retórica humanitária, enquanto entregava os alicerces da economia ao capital financeiro e às multinacionais.

A roupagem social do lulismo sempre ocultou sua essência: um neoliberalismo de face amena, onde a retórica da inclusão substitui a verdadeira emancipação. Assim como no passado se leiloaram os frutos do pré-sal, hoje se privatiza “suavemente” a Eletrobras e a Angra-3 sob silêncio cúmplice; o Ibama age como executor zeloso da agenda globalista, travando o desenvolvimento nacional sob pretextos ambientais; e a Margem Equatorial, promessa de autonomia energética, é oferecida às petroleiras estrangeiras em nome de uma “transição verde” ditada por capitais externos.

O mito da “reindustrialização” lulista é apenas o eco burocrático de uma política sem alma. Não há plano nacional, nem defesa dos recursos estratégicos, nem preocupação com o destino histórico do Brasil — apenas o cálculo eleitoral e a manutenção de um consenso liberal disfarçado de progresso social.

O que se chama hoje de “governo popular” é a normalização do entreguismo sob estética carismática. Lula, o antigo símbolo do operariado, tornou-se o mediador entre a pátria e seus novos senhores — um intérprete dócil da globalização, que converteu o sofrimento do povo em moeda de troca diplomática.

O lulismo é apresentado como antítese do liberalismo de direita, mas na verdade é seu complemento à esquerda: dois rostos da mesma lógica que subordina o Brasil ao capital estrangeiro e à dependência estrutural. Ambos negam o sentido histórico da nação e impedem o florescimento de uma verdadeira política de soberania. O que se impõe, diante disso, é a retomada do espírito comunitarista e patriótico — aquele que vê na nação não um mercado, mas uma comunidade de destino.

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Dissidente, em primeiro lugar.
Escritor, tradutor, colunista no Jornal Puro Sangue.

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