Um breve apanhado sobre o ideal que transita entre integração social e grupo de “defesa urbana“.

Introdução
Redigi esse artigo não apenas para esclarecer sobre as bases antropológicas do projeto de artes marciais que iniciamos e tomou tanta notoriedade em apenas um ano de ação, mas também para que nosso ideal sirva de inspiração para células do tipo Brasil a fora, e um dia mundo afora.
Acredito que boa parte dos leitores desse artigo, sejam dissidentes e nacionalistas revolucionários, sejam da segunda, terceira ou quarta teoria política (e esses dois últimos, assim como eu, geralmente tem Clube da Luta como livro de cabeceira), e sendo assim, é algo extremamente comum em nossos meios, a necessidade de formação de células de luta e treinamento de combate, mas e quando dentro desse ideal de preparação física, encontramos uma forma de gerar integração social para a nossa vizinhança, e ainda promover a essência da quarta teoria política, que é a tradição? E foi assim que o que começou com um simples grupo de treino na praia, se tornou uma bandeira e um ideal tradicional.
Das Raízes Práticas: Academia Nova Roma em São Bernardo do Campo

Não, a primeira Academia Nova Roma não começou na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Apesar de termos diversas tentativas ao longo da história da organização de mobilização de grupos de combate, a primeira Academia Nova Roma foi aberta em São Bernardo do Campo, em São Paulo, pelos camaradas Henrique Carvalho e Matheus Marolla.
Ambos os camaradas eram provenientes do Anarquismo, portanto tinham uma forte ligação com o ideal da autogestão, que apesar de ser ligado ao anarquismo supracitado, é também fortemente ligado a QTP, por acreditarmos numa idéia um tanto mais tribal ligada a pequenas comunidades e municípios, com a nação agindo mais por interesses geopolíticos e estratégicos… Através desse ideal de autogestão, começaram a tocar projetos de revitalização de praças, espaços públicos, academias comunitárias, realizando políticas comunitárias de forma que as autoridades da cidade não eram capazes de fazer, desburocratizando relações de poder e retornando esse poder para as mãos do povo (e agindo sob o nome de Vizinhança Ativa), e consequentemente iniciaram um ringue comunitário, para estarem ensinando artes marciais, competindo entre si e tendo um momento de lazer no qual podem através dos esportes de contato, extravasar os impulsos e assim relaxar.
Eles batizaram esse ringue de Academia Nova Roma, exaltando o ideal de austeridade e espírito combativo dos antigos romanos, e exaltando a idéia de Darcy Ribeiro (escritor muito apreciado pela Nova Resistência) de que o Brasil é uma Nova Roma dos trópicos, assim introduzindo filosofia e cultura nos participantes através das artes marciais.
Os alunos de boxe se tornaram assim soldados políticos/sociais, atuando nessas ações sociais geridas por Henrique e Matheus na sua região, isso trouxe visibilidade e interesse dos pais pelas ações praticadas, e assim cresceu e seu desenvolveu uma rede de solidariedade em torno do projeto Vizinhança Ativa.
Esse método se popularizou entre os camaradas de São Paulo, o que levou a alguns camaradas do interior montarem seus próprios
Nossa célula teve contato diretamente com o Henrique no interior de São Paulo, em meados de 2024, quando palestramos juntos no congresso nacional da Nova Resistência, e com sua benção, decidimos exportar o programa para a Região dos Lagos, adaptando o programa à forma peculiar de pensamento da célula da NR da Região dos Lagos.

Nossa célula é composta por dois cristãos (um católico e um ortodoxo) e uma maioria pagã politeísta, crença que por si só está intimamente ligada à cultura da região… todos os membros da célula são apreciadores da cena cultural e artística underground daqui, ou seja, com fortes ligações com a contracultura, como também todos já eram bem ativos em ações sociais, ambientais e no combate urbano no geral desde 2013 (de todas as formas possíveis), e dado a isso, a nossa Academia Nova Roma tomaria contornos mais excêntricos.
E de forma curiosa, já fazia parte não apenas da sub-célula da Região dos Lagos em si, como também de todo o Rio de Janeiro, a cultura de iniciar os prospectos na base do soco.

Sendo eu um pagão tradicionalista do culto Indo-Europeu, e também professor de história e antropologia, não perderia a chance (obviamente respeitando a fé dos outros camaradas e participantes do projeto) de me utilizar das antigas tradições indo-europeias para formular uma identidade sólida e combativa para o nosso grupo, e assim gerar a força ideal para a luta tanto nos ringues quanto na sociedade geral.
Assim o primeiro conceito utilizado para a formação do ideal guerreiro foi o conceito do Kóryos…
A Ideologia: Kóryos como Unidade Guerreira Juvenil
Teoricamente (a partir dos estudos comparadas entre diversas culturas indo-européias), os antigos povos proto-indo-europeus tinham um rito de passagem de crianças do sexo masculino para a idade adulta, no qual as crianças entrando na adolescência, eram colocadas para fora de suas cidades, a sua própria sorte ou guiadas por um chefe guerreiro, e nas florestas elas aprendiam a sobreviver, vestiam peles de lobo, aprendiam a caçar, guerrear, combater, etc, e ali se tornavam guerreiros, subsesistiam da caça e de servirem como soldados ferozes para outras cidades, até que na maioridade e com conquistas em seu histórico, eram reintegrados a sua sociedade original, agora considerados homens… Não vou me prolongar sobre isso porque a idéia desse artigo não é dar uma aula de história, mas falar sobre as bases ideais de um grupo de luta urbana, de como essa idéia de um bando juvenil aprende a viver através da força violenta e do combate, e assim assumem suas conquistas até a chegada da idade familiar, e a reintegração a sociedade.
A questão é que a idéia do Koryos foi essencial para combatermos entre nós(literalmente um grupo de jovens dissidentes brigões, vivendo bem longe de suas famílias, lançados a própria sorte e em busca de conquistas), alguns males do mundo liberal, que sempre estamos apontando em nossas publicações, sendo eles; o declínio da masculinidade dos jovens, o declínio da cultura do combate, de valores como austeridade e altruísmo, e principalmente, a falta de um rito de passagem ou de um período liminar que indique que o jovem passou para a idade adulta (sendo essa falta, a causa de hoje termos tantos homens com vidas infantis, gostos infantis, tendências infantis e sem responsabilidade familiar alguma), por isso, o Koryos serviu de modelo ideal para o comportamento dos camaradas da célula e primeiros membros da Academia, numa época em que basicamente o’que fazíamos era nos reunirmos na areia da praia com dois pares de luva velhos e se bater a noite toda, para posteriormente darmos um abraço e irmos lavar o sangue mergulhando na água salgada e gelada da noite, e no dia seguinte irmos surrados pra mais alguma ação social ou audiência na ALERJ.

Isso era excelente dentro de um contexto de treinamento de combate dissidente, a lealdade, a resistência a dor, o espírito lupino, tudo isso exaltava os valores que tanto prezamos nas artes marciais, talvez o’que o dramaturgo grego Ésquilo tivesse cunhado em sua peça Agamenon, quando falou de Pathei Mathos (aprendizado através da dor), mas apenas isso não era o bastante, sabíamos que a luta social necessitava de guerreiros fortes e leais, mas também sabíamos que não podiamos restringir essa prática apenas a nós como forma de treino, mas que precisávamos, assim como nossos camaradas de São Bernardo dos Campos, a transformar essa prática em uma forma de integração social, de conectar, fortalecer e trazer a comunidades mais carentes o acesso ao esporte de combate, como forma de defesa, de enobrecimento, de disciplina e de elevar o espírito do praticante.
Para isso, nos inspiramos principalmente em movimentos de caráter de Okupa como a Casapound na Europa, e algumas outras manifestações do tipo com forte apelo comunitário focado na exaltação do espírito combativo.
Para isso, eu mesmo comecei a me conectar a pequenos e diversificados grupos de praticantes de boxe comunitário aqui em Cabo Frio, tanto como prática marcial como também para aprender com suas vivências, suas experiências e suas origens, para estarmos cada vez mais conectados a realidade dos bairros, e assim podermos fazer um trabalho social eficiente.
A Academia Nova Roma – Lagos como ferramenta de integração social
A primeira manifestação do tipo que conheci aqui na Região dos Lagos, foi numa praça as beiras do Canal Itajuru, saindo da comunidade do Jacaré, esses pequenos momentos nos garantiram vivências únicas pra compreensão da luta social e do trabalho nacionalista de base; o treinador do grupo, que por sinal já foi militar e tem uma boa gama de conhecimentos marciais e de educação fisica, começou nas artes marciais quando era novinho através de um projeto social em sua comunidade, que ensinava Muay Thai gratuitamente, e assim levava o esporte de combate, a disciplina e o rigor para diversos jovens de graça, com o intuito de melhorar suas vidas.

O fato dele ter começado jovem através de um projeto do tipo, e até hoje, depois de homem formado, passando por diversos intempéries, ter permanecido promovendo esse tipo de projeto para tentar mudar a realidade dos jovens da sua vizinhança, demonstra que esse tipo de ideal pode se tornar um organismo de solidariedade, que as crianças que educamos agora, no futuro liderarão seus próprios projetos em prol de suas vizinhanças, e assim, conseguiremos mudar e enobrecer um território cada vez maior, através não de política institucional, mas de ações orgânicas, focadas em pequenos espaços de poder , da devolução do poder às mãos do povo (o’que Alexandr Dugin chamaria de Laocracia) e da autonomia de pequenas comunidades na manutenção de sua cultura.
Foi interessante notar que assim como fazíamos internamente nossa célula, o grupo com o qual treinei no Jacaré, também tinha suas particularidades, o treinador tentava promover boas práticas nos seus alunos mesmo no que não tange o assunto de luta, desde pequenos gestos como as conversas entre os rapazes, o evitar de falar palavrão no ambiente luta, até questões mais tradicionais como fazem uma oração ao final da luta.
Ali confirmei que de fato não existe nada mais tradicional e melhor para a promoção de enobrecimento social do que um grupo de luta comunitária, e que o futuro da quarta teoria política aqui no Brasil não viria de forma institucional ou democrática, mas através do que sempre defendemos, das ações de pequenas comunidades e identidades menores, que convergem em maior escala na identidade nacional-imperial.
Ninguém naquele grupo que visitei, pertencia a QTP, cada um ali tinha sua interpretação do mundo e suas particularidades, mas todos eles convergiam idealmente na exaltação do espírito guerreiro, no altruísmo, nos valores familiares e bons costumes, e no bem de suas vizinhanças.
Ninguém naquele grupo que visitei, pertencia a QTP, cada um ali tinha sua interpretação do mundo e suas particularidades, mas todos eles convergiam idealmente na exaltação do espírito guerreiro, no altruísmo, nos valores familiares e bons costumes, e no bem de suas vizinhanças.
Era isso, uma revolução tradicional, masculina e solar, viria dos pequenos grupos de guerreiros urbanos, daqueles lutadores dos quais o peso do trabalho cotidiano, dos problemas e estresses da vida urbana, não conseguiram apagar a chama e a vontade de lutar.
E então veio o divisor de águas que levou enfim à institucionalização da Academia Nova Roma Região dos Lagos, que foi a visita ao então Projeto Boxe Roots, ministrado por Bruno Kong…
A Academia Nova Roma toma forma no bairro Guarani – Cabo Frio

Kong tinha um aspecto ideal de um líder comunitário, pois além de ser lutador e professor de MMA e dar aulas de boxe comunitário, também tocou diversos projetos sociais paralelos para melhorar a qualidade de vida de sua comunidade, além de projetos para aculturar e emponderar os moradores, tendo passado por diversas dificuldades e até mesmo problemas com autoridades, através de uma vida dedicada unicamente a defesa e desenvolvimento da sua comunidade.
Ali, eu e meus camaradas nos tornamos alunos constantes do Kong, e começamos a discutir projetos de festas e eventos para a vizinhança do Bairro Guarani, e assim começarmos a desenvolver algo duradouro.
Com o passar do tempo e por conta de problemas financeiros sofridos por todos os camaradas (visto que nossas ações são tocadas por camaradas pouco abastados mas de coração leal a causa), muitas vezes Kong, que por sinal é pai de família, precisou se ausentar dos treinos, o’que me levou a conduzir as aulas várias vezes, e assim eu pude conviver mais profundamente com o ideal de passar os bons ensinamentos para a próxima geração e desejar que eles façam o mesmo quando estiverem na minha posição.
Nesse interim fizemos muito pelo bairro do Guarani, nossos materiais eram advindos de doações dos moradores que se agradavam de como os filhos mudaram em casa desde que começaram a treinar conosco, trabalhamos com políticos locais, fomos integrados a associação de moradores, fizemos trabalhos ambientais, e o mais importante, fizemos uma festa junina fechando a avenida principal do bairro, com o objetivo de promover a cultura tradicional caipira e promover o lazer, nós construímos barracas para os moradores poderem vender comunidades típicas e alavancar a economia local, a festa durou 3 dias, contando com diversas atrações, comidas típicas, brincadeiras e seis artistas, tudo advindo de doações de camaradas e empresários locais.

Nesse interim da festa, tivemos até mesmo problemas com algumas autoridades, visto que alguém ligado a polícia local, enviou viaturas (que não haviam sido autorizadas pelo batalhão, como soubemos depois) para intimidar os moradores e assim encerrarmos a festa no primeiro dia de funcionamento, essa foi uma ótima situação na qual vimos o quanto os moradores estão do nosso lado, e na qual nossos inimigos descobriram a força e a mobilização que temos, e assim a festa seguiu por todo um final de semana sem mais interrupções…
Após a festa, buscamos desenvolvermos atividades culturais com as crianças para as quais ensinávamos boxe, e através de uma estratégia que aprendi no Slavic Hill Rodnovery, começamos a levar os alunos para lutarem em um ponto turístico e antigo sítio arqueológico (já frequentemente citado na NR) de suma importância tanto para a cultura local quanto para a identidade nacional, com o intuito de promover cultura regional e enobrecimento durante a prática de esportes.

Ainda dentro do caráter de ocupação, começamos a construir estruturas de treino na praça da qual nos apoderamos no bairro Guarani, e os inauguramos durante o aniversário da cidade de Cabo Frio, a praça estava abandonada e completamente sucateada, e já que o poder público não se interessava em revitaliza-la, também não perderíamos nosso tempo pedindo permissão para eles, e daí fomos transformando pneus em sacos de pancada e aparadores de socos, para tornar o treino mais dinâmico em uma turma que estava crescendo muito.
Assim conquistamos ainda mais o respeito e o carinho diante da vizinhança local
A Academia Nova Roma no bairro Peró; de volta ao mar do qual saiu
Por consequências do destino, principalmente em questões financeiras, tivemos a necessidade de migrarmos para a Praia do Peró (na qual ocorreram os primeiros clubes da luta da célula), e ali, aos poucos, começamos a conquistar a vizinhança local, vizinhança na qual cresci (que por sinal tem uma identidade cultural completamente diferente do Guarani, sendo dois bairros em lados opostos da cidade), e começamos uma nova Academia Nova Roma, integramos todo tipo de público, desde PCDs, moradores das regiões periféricas, a pequenos talentos do surf local,, turistas estrangeiros, trabalhadores, alguns amigos de infância meus, e até mesmo lutadores entusiastas da NR que nos conheceram pelas redes sociais.

Enquanto o Guarani sempre foi um bairro de cultura ligada às lutas sociais urbanas, principalmente em combate a desigualdade social e ao desequilíbrio ambiental, devido a sua proximidade com a Laguna de Araruama… o Peró por ser um bairro existente desde a colonização, ser um vasto sítio arqueológico, ambiental e cultural, tem uma identidade fortemente associada ao turismo, mas principalmente a atividade pesqueira, ao surf, e a sua luta tange muito também a preservação cultural dos caiçaras, seus saberes ancestrais, e a preservação das praias e biomas, que também são uma luta nacionalista, visto que a identidade do povo se constrói em cima da paisagem na qual ele se desenvolve.
Atuando na Praia do Peró, obtivemos tamanha notoriedade, que até mesmo saímos nos noticiários locais, oque era uma situação impensável por ser praticamente impossível, uma ação de um movimento nacionalista revolucionário verdadeiramente anti-establishment, sair em um jornal sem que fosse com uma conotação negativa, isso marca uma nova fase não apenas para nosso movimento, mas para todo o nacionalismo no Brasil.
Conclusão e homenagem póstuma ao maior de nós
Agora eu toco que isso tange a política maior e até a metapolítica:
O fato de que há algumas décadas, temos um conflito entre um liberalismo já completamente hegemônico, e um algumas manifestações anti-liberais restritas a regiões do Oriente, África e países isolados e sancionados na América Latina (e ainda que não economicamente, vivendo num regime de pensamento liberal ocidental), mas que dentre esse conflito acabamos vendo florescer manifestações revolucionárias de teor tradicional, como é o caso do IRA, ETA, Zapatistas e mais uma porção de outros exércitos de libertação nacional, não buscando a expansão de um espaço vital ou um grande domínio territorial, mas o direito de sua existência como povo e cultura, nos mostra o’que é o nacionalismo no nosso século, curiosamente e de forma eliadeana, fazendo a roda girar ao contrário, retornando do ideal moderno de nação, a ideais mais tribais e étnicos.
Como isso tange grupos de artes marciais em bairros? De tudo, isso é um ensaio social, você não pode preservar seu estado, sua cidade ou seu povo, se não é capaz de proteger sua própria vizinhança.
Tradicionalmente, é através desse tipo de ação e grupo, que o guerreiro/soldado político compreende tradicionalmente o seu dever, não se apegando a conceitos filosóficos sobre o dever para com o símbolo da nação, mas entendendo organicamente oque é defender e ajudar no desenvolvimento da sua familia, e então da sua vizinhança, da sua vila, e assim ir se desenvolvendo em esferas políticas maiores conforme se aumenta sua esfera de influência.
O nacionalismo da Quarta Teoria Política é orgânico e focado na identidade cada povo, compreendendo que a idéia de nação unificada/império se dá através da união de diferentes identidades que trabalham em conjunto por um objetivo comum, por um combate comum, mas sem que uma se sobreponha a outra, sem que uma apague a outra
A formação de grupos de prática de artes marciais, defesa e desenvolvimento urbano, é a chave para uma quebra de paradigma e mudança da mentalidade da base através da ação, e só através dessa ação com a base, seremos capazes de um dia mudar a nação.
Por fim, deixo aqui uma homenagem ao maior de todos nós, grande lutador de diversas modalidades, atleta, altruísta, se sacrificou pelo próximo todas as vezes que pode, e só chegamos até aqui por nos inspirarmos nele, por sentirmos que tínhamos uma dívida com ele;

Ele se foi, nós transformamos seu rosto em um símbolo, e como bons pagãos idólatras que somos, dedicamos esse símbolo a Deusa Nike, Deusa Vitória de Samotrácia, padroeira dos nossos canais aqui na cidade, pedimos a ela para que enquanto lembrarmos dele e carregarmos seu símbolo como estandarte, sempre sejamos vitoriosos em nossos combates.
E assim seguimos vitoriosos, conseguimos abrir um CT de Luta Municipal em Cachoeiro de Itapemirim-ES, em seu nome, seu nome agora está eternizado numa academia de luta comunitária na cidade que você lutou tanto pra defender em vida, as autoridades agora se curvam perante seus atos, e consequentemente os nossos atos, tudo isso porque até você dar seu último suspiro, se esforçava por nós, para nos dar o melhor dos exemplos, e agora o mundo todo sabe disso.

O gado morre,
parentes morrem,
do mesmo modo eu mesmo morrerei;
mas o renome
nunca morre
daquele que obtém boa fama.


